Páginas

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mapas da consciência segundo o Pathwork - Andre Barreto


Mapas da consciência segundo o Pathwork.
Texto de Andre Barreto.

Módulo 1.3: Níveis de consciência. ( Mapas vertical e horizontal da consciência humana). Referências bibliográficas: Eu sem defesas, capítulo 4; Não temas o mal, capítulo 2. Palestras: #014, #116.



  1. Mapas e o caminho espiritual.

    1. Mapas são guias para orientação no território a ser caminhado. Cada jornada espiritual atravessa terrenos interiores diferentes e, portanto, produz um mapa único de experiências. Só a efetiva realização da jornada que dá a você a possibilidade de confirmar a validade dos mapas aqui apresentados e adaptá-los às suas necessidades. Contar com um mapa do território encontrado por inúmeros outros exploradores indicará a você alguns marcos e fronteiras para se orientar na paisagem interior( pág.75). Os 2 mapas aqui apresentados se entrelaçam e se relacionam. Veja no link  abaixo um quadro resumo produzido por Susan Thesenga, minha professora, onde o entrelaçamento dos mapas apresentados mais abaixo é explicado.




    1. O caminho espiritual é o processo pelo qual mudamos a identificação (quem acreditamos ser) para a coluna do Eu superior. Começamos no plano do ego, mudando nossa identidade para o ego positivo, através do fortalecimento da capacidade de auto-observação objetiva e compassiva ( prática espiritual). Em seguida, lançamos a âncora do eu em aspectos mais e mais profundos do Eu superior, incluindo a criança interior espontânea e criativa, ao pai/mãe ou professor interior amoroso e sábio. A partir da nossa base segura de identificação com o Eu superior, incorporamos então os outros aspectos de quem somos-nossos eus-identidades fragmentados e defensivos que existem nas colunas da máscara e do Eu inferior. Dessa forma, fazemos duas coisas:
    • Trazemos para casa cada pedaços espalhados de nós mesmos, criando mais e mais unidade em nossas vidas.
    • Continuamos descobrindo a percepção de nossa realidade mais profunda, como se já vivendo em unidade e totalidade, em união com Deus.



  1. Mapa vertical. ( O acolhimento da criança, do adulto e dos eu tranpessoais- Cap.4).
4 estágios da evolução espiritual dos seres humanos.( O grande ninho do ser- Huxley e Wilber). 4 meios diferentes de experimentar e conhecer o mundo. São estágios sucessivos de desenvolvimento:
    • Criança interior ou consciência primitiva.
    • Adulto ou consciência do ego.
    • Alma ou plano transpessoal.
    • Nível unificado ou Consciência Cósmica.







2.1)Este mapa equivale aproximadamente ao “grande ninho do ser” da filosofia perene, ou aos níveis pré-pessoal, pessoal e transpessoal ( psicologia transpessoal), aos estágios pré-racional, racional e pós-racional ( Piaget/Wilber), pré-consciente, consciente e supra-consciente (Aurobindo). Equivale aproximadamente ao mapa da consciência da análise transacional de Eric Berne. Neste caso, o“Pai”com todas as suas funções estaria assimilado no nível do ego (examinar melhor) e não existe ainda a abordagem transpessoal.



2.2) Teoria da relação sujeito e objeto. Wilber, Robert Kegan. Ver #042, introdução. Objetividade e subjetividade.




3 ) Criança Interior, introdução. Temos muitas crianças interiores, que correspondem aos diferentes níveis de desenvolvimento pelos quais passamos na vida ( Ver: Transformações da consciência, Wilber). O eu infantil é espontâneo, criativo, brincalhão, sensível, reativo emocional e fisicamente cheio de prazer, deslumbramento e amor. Essas são qualidades positivas da criança ( Eu superior?). Mas ela também é egocêntrica, exigente, dependente, irresponsável, não discriminativa, caótica, imatura e supersticiosa ( eu inferior?). Ela vive primordialmente nos planos físico e emocional, e vive totalmente no presente. Seu ego é um ego-corpo ( Abordagens do corpo, como as defesas de caráter e o “eu básico” de Sarah Marriot). Na idade adulta, tememos a criança interior devido às energias poderosas e espontâneas nela presentes, e que inconscientemente controlam grande parte de nossas ações como adultos.



3.1) O choque e a limitação da dimensão material: A criança conhece, naturalmente, o potencial ilimitado do mundo invisível do espírito, do qual ela veio ainda há pouco. Mas essas mensagens são distorcidas pelas exigências que faz de ser gratificada imediatamente, pelo o que está fora, sem precisar criar essa satisfação de dentro. “A criança, ao nascer, ainda não possui um ego. Sem o ego, é possível perceber com muita clareza a mensagem do eu real. Mas sem o ego, o significado dessa mensagem pode ser distorcido. O criança sente o anseio pela perfeição extrema, o poder extremo, o prazer extremo. Mas no ego desenvolvido esses desejos não são apenas ilusórios, são também egoístas e destrutivos.” ( # 132). A consciência da criança funde-se com o ambiente. Devido a essa fusão, a criança tem ilusões de onipotência. Antes de perceber seu estado de separação limitada, ela acredita que pode fazer qualquer coisa, e não conhece nem teme a morte.



3.2) Pontos congelados do desenvolvimento:Para a cura pessoal, são particularmente importantes as crianças interiores cujo desenvolvimento emocional ficou travado em algum estágio, devido à negligencia, invasão ou a algum trauma. ( #100,pág. 1: O ambiente geral da infância é como um choque constante. A aceitação dessa situação como natural e imutável, e mais a dor que isso causa geram as imagens e defesas/negação da individualidade da criança gera dor.). Uma parte de nossa psique fica congelada em qualquer ponto do nosso desenvolvimento, quando a experiência é demasiadamente insegura, traumática ou ameaçadora para ser plenamente sentida e liberada nessa ocasião ( Imagens e traumas anteriores). Quando o desenvolvimento emocional é incompleto, o adulto manifesta questões não resolvidas da infância até dar atenção consciente a elas ( Ver palestra: importância do desenvolvimento emocional). A consciência das crianças interiores pode e deveria ser revivida pelo adulto, com a finalidade de curá-las (Ver: Estar em processo emocional).




3.3) Correntes positiva e negativa fluem espontâneas e vitalizadas: A mente da criança pré-egóica não faz juízos morais independentes e pode ter dificuldade para entender o que está fazendo errado quando uma determinada ação é classificada como má. Ela vive conforme os ditames dos costumes da família, mas não desenvolveu uma sensibilidade moral individual. A criança é capaz de praticar um ato de rematado egoísmo imediatamente depois de ter um gesto de generosidade espontânea, sem nenhum senso de contradição interior. A idéia primitiva da criancinha sobre o bem e o mal é o que traz gratificação imediata e o que não traz.



3.4) Combinando imaturidades emocional e mental: A criança normalmente não tem perspectiva para saber que o que acontece com ela está ou não está certo.A criança se adapta ao ambiente em que é criada e reprime o desgosto ou o protesto. Se ela sabe que o que acontece com ela é incorreto, mas ninguém fala sobre a situação, a solidão em si pode tornar-se intolerável, e a situação negativa que precipitou os acontecimentos pode ficar proporcionalmente reprimida. Além disso, ela tem a necessidade (segurança) de acreditar que seus pais são seres perfeitos. Portanto, se algo ruim acontece, a criança prefere culpar a si mesma do que a seus pais, mesmo que não seja sua a falha. A partir dessas experiências, e com a tendência extremamente dualista e absolutista de sua mente, a criança começa a formar uma visão de mundo primitiva que depois é esquecida, mas que continua a atuar na vida adulta, criando todo tipo de problemas.



3.5 ) Com relação a Deus: A criança é supersticiosa. Faz de Deus uma autoridade externa, que recompensa ou pune seu comportamento. Todas as correntes internas, psicológicas e espirituais são projetadas no exterior, e o mundo é povoado de demônios e de anjos, de bons e maus espíritos, que recebem os agradecimentos ou a culpa, conforme a experiência da
criança.



3.6 ) Como saber quando estamos agindo a partir da criança interior?
    • Transformamos inconscientemente nossos parceiros ou as pessoas que detém a autoridade em figuras parentais, de quem exigimos e esperamos amor perfeito ou apoio emocional incessante.
    • Sentimos necessidade de regras e hierarquias estritas, como na época em que mães e pais assumiam a responsabilidade e definiam o que é certo.
    • Quando acreditamos em nossas superstições , tentamos fechar acordos secretos com Deus, como fazer sacrifícios para conseguir o que queremos, ou comportamo-nos para com o divino como se ele fosse um “grande pai” no céu.
    • Quando reagimos aos acontecimentos de maneira super exagerada (maneira infantil e imatura de viver no aqui e agora), sem ver o caráter transitório e a qualidade genérica dos fatos.#071,pág.7.
    • Quando dramatizamos para manipular (meio sutil de forçar as pessoas a atender nossos desejos) , ficamos estéricamente eufóricos (alegria irrealista).#071, pág.7 e 8. Ou seja, exageramos ou suprimimos nossas emoções (armadilha dualista).








3.7 )Como lidar com nossa criança interior? Para o bebê dentro de nós, sumamente dependente de seus guardiões, a necessidade de ser cuidado, de receber amor e conforto era uma questão de vida ou morte. Quando essas necessidades não foram devidamente supridas, a criança interior continua tentando fazer com que outras pessoas tomem conta dela ou, alternativamente, recusa-se a sentir a necessidade de receber cuidados, muito tempo depois do término da infância física. A exigência de gratificação imediata é uma necessidade real para o bebê. No adulto, não é nem adequada nem viável. Somente quando nos permitimos sentir o pleno impacto de não ter tido nossas primeiras necessidades satisfeitas, e a imensidão da dor dessa insatisfação, é que podemos começar a dispensar cuidados paternos ao nosso bebê e dar-lhe condições de crescer e amadurecer, ingressando no estado adulto que supre suas próprias necessidades (Ver: Disposição para sentir dor emocional)./Como cuidar da criança interior? Ver: Necessidades da: Proteção, afeto, atenção, ser acolhida em sua singularidade, prazer corporal.que mais?
Outros aspectos:
#132,pág.5: Insistir em ser uma criança.
#157,pág.3,4: Descrição da criança dependente agindo no adulto.
#219,pág.10: Distinção entre o que é infantil e o que é próprio da criança (criança positiva).



  1. O Ego adulto. Introdução. Aspecto do Self com o qual normalmente nos identificamos. Ele permite que sejamos autônomos, responsáveis, organizados e independentes, para negociar no mundo material/humano como uma entidade diferenciada. É capaz de concretizar suas escolhas; de trabalhar com afinco para atingir uma meta futura. Em si mesmo, o ego é incapaz de gerar prazer, alegria, criatividade ou amor. O ego em si mesmo não é bom nem mau. A diferenciação do eu individual em relação à família e à cultura não passa de um estágio de desenvolvimento humano ( abordagem de Wilber).




4.1) Aspectos negativos. Quando nos perdemos na crença de que o ego é tudo o que existe, nossas fronteiras se enrijecem e se instala uma separação negativa. Nossa percepção se restringe às aparências externas, àquilo que nos separa dos outros, e não àquilo que nos une aos outros. Isto leva à competitividade, à inveja, à autopromoção, ao orgulho, `a obstinação. Ao promover uma idéia exagerada do eu diferenciado, ele promove uma visão hostil dos outros. .


4.2) Aspectos positivos. Capacidades volitivas que permitem fazer escolhas positivas e cumprir os compromissos, diferenciar-se dos outros, aceitar a frustração e ter discernimento. Tem a capacidade da auto-observação objetiva e do aumento da auto-percepção. Tem a capacidade de fazer ligações entre passado, presente e futuro, e de entender a operação de causa e efeito na vida pessoal e na história humana coletiva. O ego estabelece laços de empatia com os outros, que são percebidos como seres distintos e separados, e não como extensões dele mesmo.




4.3) O ego em relação aos outros. O ego é muito mais consciente e auto-reflexivo do que o eu criança , sendo capaz de auto-responsabilidade e de auto-controle voluntário. Esses atributos tornam-no capaz de interações maduras. Quanto mais ciente de si, tanto mais preocupada com os outros a pessoa se torna. A falta de senso do eu significa autocentramento. Em um lado do espectro está o bebê que não tem nenhum ego, nenhum senso de individualidade, nenhuma percepção de si mesmo, mas tem um total autocentramento e completa dependência de seres mais fortes. No outro lado está a pessoa madura, com senso de individualidade e consciência de si mesma, que vai além do principio do prazer e da dor. Isso resulta em senso social, responsabilidade, preocupação, compreensão e sentimentos em relação aos outros.




4.4) Relação do Ego saudável com Eu criança e Eu transpessoal. O ego precisa ser capaz de se soltar no eu maior para sentir a corrente espontânea da força vital. No entanto, primeiro é preciso que a criança abra mão das exigências de gratificação imediata e desenvolva um ego capaz de aceitar as limitações da vida humana. ( #89,pág.1,2: A função do ego em relação à criança é deixar as emoções subirem à superfície, entendê-las e amadurecê-las/ A criatividade, intuição e espiritualidade só funcionam num eu emocional forte e saudável/ “Experimentar os sentimentos é dar e receber felicidade”.pág.1/#111,pág.9: Diferença entre sentimento e emoção.) . O potencial espiritual do ego depende inteiramente do aspecto mais profundo do eu com o qual ele aprende a se alinhar: O Eu Inferior ou Eu Superior. “ O ego precisa saber que é apenas um servo de seu ser interior maior. Sua principal função é, deliberadamente, procurar entrar em contato com o Eu maior. Ele precisa conhecer o seu lugar. Precisa saber que sua força, possibilidade e função são a busca do contato com o Eu Superior, a tomada de decisões por ele, e a solicitação de sua ajuda para estabelecer contato permanente com ele” ( #158).
O salto para o eu espiritual exige muita preparação interior. A criança negativa e autocentrada e o ego esclerosado e negativo, sendo ambos aspectos do eu inferior, precisam ser reeducados e realinhados para que a entrega à espiritualidade seja fundamentada e duradoura. Esse processo exige um forte ego positivo. Precisamos ser capazes de integrar os conteúdos do inconsciente, como pensamentos e sentimentos da infância, os arquétipos culturais e de massas, as marcas Kármicas e nossos impulsos primitivos e espontâneos. Ele precisa ser suficientemente forte para não sucumbir às expressões desses muitos eus. Sua força discriminativa é necessária para incentivar ativamente determinados aspectos do eu e transformar outros. O trabalho espiritual precisa, portanto, concentrar-se primeiro no desenvolvimento do funcionamento positivo do ego.


Outros aspectos:

- #132,pág.1 a 3: Relação do ego com o eu verdadeiro/superior: Dualidade entre as abordagens oriental (ego é indesejável) e psicanalítica/ocidental ( ego =saúde mental).Funções do ego: Pensar, agir, discriminar, decidir. Partes hiper e hipotrofiadas do ego variam por áreas da personalidade. Para livrar-se do ego, ele precisa ser forte. Tentar “saltar a fase do ego”.Chegar a um acordo com suas limitações.
- #153,pág.2,3: Nada que tenha valor, que seja realmente significativo e satisfatório,jamais pode ser produto de funções do ego./ A mente consciente é instrumento de percepção e conexões inconscientes que realmente existem, mas só podem traduzi-las de forma nebulosa.



4.5) Ego: superdesenvolvido e subdesenvolvido.
    • Superdesenvolvido: O ego pode se tornar calculista, materialista, excessivamente mental, enclausurado nas rígidas fronteiras do estreito interesse pessoal.
    • Subdesenvolvido: É passivo, impotente, irresoluto, envergonhado, incapaz de agir. Precisa ser constantemente escorado e ter seu valor reafirmado. Tem, portanto, dificuldade para se superar. Se mergulhar no lago do inconsciente, pode ser arrastado e ficar flutuando num mar de outras realidades. As poderosas energias do inconsciente podem destroçar a personalidade frágil.
    • Correlacionar com princípios de expansão e restrição. #055,pág.1,2.




  1. Nível Transpessoal/Alma/Sutil(Wilber). Introdução. Neste nível, já não existe a máscara. A dualidade e o Eu Inferior, entretanto, ainda estão presentes ( Ver: Demônios que Gautama Buda enfrentou antes de alcançar a iluminação). A nossa identidade como alma transcende o tempo e o espaço. Ela não nasce e portanto não morre. Quando contactamos este nível, deixamos as fronteiras conhecidas da encarnação atual e da personalidade, e sentimos a nós mesmos como um todo maior, mais profundo e mais abrangente. Em seu aspecto mais profundo, podemos conhecer nossa essência angelical, como seres de luz ou aspectos de Deus, que se manifestam na terra para executar tarefas específicas.Ao estabelecermos contacto permanente, podemos viver sob a orientação de um guia espiritual. Podemos, por outro lado, fazer contato com forças espirituais malignas e mau intencionadas.
Outros aspectos:
- Eu verdadeiro/superior: #132,pág.1.Eu verdadeiro=natureza.



5.1) Embora possamos entrar em contato com este nível através da meditação e de outras práticas espirituais, não deveríamos almejar alcançá-lo até que tenhamos avançado bastante em nosso trabalho de auto-purificação e transformação do Eu Inferior, para que nossa experiência seja segura, de caráter benigno e permanente.( Para evitar “doenças” do tipo da “noite escura da alma”).



5.2) Graça e entrega. As aberturas para o eu transpessoal e unificado vêm através da graça. Nenhuma quantidade de auto-disciplina ou de prática espiritual é capaz de garantir essa experiência( abordagem diferente de Wilber/Walsh/Murphy, que colocam ênfase na prática espiritual). Podemos, entretanto, “praticar” o abandono à experiência do momento presente sem o julgamento e a discriminação da mente do ego que nos separa do restante da vida. “Quando o ego tem confiança suficiente para negociar as limitações de tempo e espaço que a encarnação nos impõe, podemos descontrair o suficiente para deixar que o ser maior apareça” ( Eu sem defesas, pág.92).



5.2) Relacionamentos. Com os outros, podemos atenuar as fronteiras do eu, por meio da profunda empatia e compaixão pelo outro, abandonando-nos à experiência da comunhão interior( experiência que difere da fusão infantil, que é autocentrada). O eu transpessoal é capaz de nutrir a outros, indo além da necessidade de ser nutrido (criança) e da tarefa auto-nutridora (Ego).





6) Nível Unificado/Causal( Wilber). Introdução. Trata-se da experiência da Consciência Cósmica.
“Na percepção da absoluta unidade da vida, desaparecem todas as distinções entre eus separados, e até entre almas e diferentes arquétipos ou tipos de anjos, na experiência de ser que está por trás de tudo. Não há mais dualidade. Não há “eu” e não há “não-eu”. Tudo é uma gigantesca pulsação de energia-consciência. Tudo é Deus. 6.2) Ver 3 princípios do “mundo real”.Sex, Ecology, Spirituality, pág.356/357.
Ver: #010, págs 1,2.
Ver: #081: Desejo original é a felicidade suprema. A vida no plano material proíbe tal plenitude. Essa proibição cria e é criada pela dualidade. A dualidade cria o conflito e a divisão.pág. 2.
Ver: #143,pág. 1: Plano unificado: O plano do eu real.
#144,pág2,4,5,6,7,8: Descrição / Aceitação daquilo que se teme/ estado sem medo/ quem teme a morte não ´pode alcançar este estado./ #152,pág.1: Descrição do princípio universal da vida.






















  1. Mapa Horizontal. (Eu Inferior, Eu Superior e Máscara).Palestra # 014, #116.

7.1) Eu Superior: Cada ser vivo é dotado de um Eu Superior ou Centelha Divina. Ele é o mais delicado e o mais radiante dos corpos sutis, com a mais alta freqüência de vibração. Quanto maior o desenvolvimento espiritual, mais veloz é a vibração.



7.2) O Eu Superior cercou-se, lenta e gradualmente, de várias camadas de matéria mais densa, não tanto quanto o corpo físico, mas ainda assim infinitamente mais densa que ele próprio, Assim, passou a existir o Eu Inferior (Ver: Cosmologia). O Eu Inferior consiste não apenas dos defeitos comuns e fraquezas individuais que variam com cada pessoa, mas também de ignorância e preguiça. Ele odeia mudar e superar-se. Possui uma vontade muito forte que nem sempre pode manifestar-se externamente e quer as coisas à sua maneira sem pagar o preço. É muito egoísta e orgulhoso e sempre tem uma grande quantidade de vaidade pessoal.
Aspectos:
- #116,pág.4 a 8: Descrição do eu inferior, 3 facetas na repressão ao eu inferior.Pág.5.



7.3) A mente subconsciente sente que é necessário apresentar ao mundo uma imagem diferente do Eu para evitar certas dificuldades, desconfortos e desvantagens de todos os tipos . Dessa forma as pessoas criam uma outra capa do Eu que não tem nada a ver com a realidade, nem com a do Eu Superior, nem com a realidade (temporária) do Eu Inferior. Essa Máscara superposta é o que se poderia chamar de falsidade; ela é irreal. Com a intuição adquirida do desenvolvimento espiritual, é fácil perceber a diferença energética entre a Máscara e o Eu Superior.
Aspectos:
- #116,pág.4 a 8: Descrição da máscara, relação entre a máscara e o relacionamento com os pais.pág.6,7,8.




7.4) Como os três se relacionam. 1a fase: O Eu inferior ordena à pessoa que seja totalmente impiedosa a respeito de um desejo egoísta. Não é difícil, mesmo para alguém da mais limitada inteligência, perceber que, caso se deixem levar por esse desejo, ele ou ela será relegado ao ostracismo ou poderá perder a estima das outras, o que ninguém pode querer. Ao invés de superar o seu egoísmo por meio de um lento processo de desenvolvimento, tal pessoa freqüentemente age como se ele ou ela, já naquele momento não fosse mais egoísta. Mas ela o é na verdade e sente o egoísmo. O seu recuo diante da opinião pública e a sua generosidade são apenas uma farsa, de modo algum em concordância com os seus verdadeiros sentimentos.A pessoa está em uma guerra interna. 2a Fase: O ato em si torna-se uma compulsão necessária e não de livre escolha. A pessoa comumente tenta acreditar em seu altruísmo e engana-se a si mesma com relação aos seus verdadeiros sentimentos e motivos, escondendo-os e recusando-se a vê-los. Depois de algum tempo a raiz maléfica aprofunda-se no inconsciente, onde irá fermentar e criar formas que produzem seus efeitos e que não podem ser eliminados porque a pessoa não tem consciência dela. Quando as pessoas estão emocionalmente enfermas, é sempre um sinal de que uma máscara foi criada.
Aspectos:
- #193,pág.9: Interrelacionamento.
- #189,pág.4: Sobre eu superior, inferior e máscara. “São termos bastante resumidos que comportam, naturalmente, muitas subdivisões e variações”. Em seguida, o guia desenvolve essa idéia.




7.5) Atitude correta. “Não estou sugerindo que é aconselhável ceder à natureza inferior. Deve-se lutar pela iluminação e pelo desenvolvimento para que os sentimentos sejam purificados. Deve-se ter consciência do Eu Inferior. Não se engane, caso você ainda aja de acordo com a necessidade de se proteger (Máscara). Para encarar o Eu Inferior, você deve, a todo custo, arrancar a máscara. Sob as camadas do seu Eu Inferior vive o Eu Superior, sua realidade última e absoluta, que você, com o tempo, alcançará. Tudo isso pode ser conseguido ao visualizar-se as três partes de que falo aqui. Treinem o seu olho interno para ver a si mesmos e a outros seres humanos desse ponto de vista.”



                                                        Fim

Nenhum comentário: